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O sucessor de Mathur Glátio

As origens de sua família

Estamos na Trália, 874 AEC.

Repentinamente muitas aldeias pobres níbias passaram a abandonar suas terras e migrar para territórios desconhecidos. Ansiavam encontrar "Gasgadrah", que segundo lendas níbias era uma região paradisíaca completamente desabitada. Após duros meses de impiedosas caminhadas por desertos tórridos e escaldantes finalmente a encontraram e passaram a fixar morada ali. Mas aos poucos Gasgadrah tornou-se o foco principal das muitas divergências que começaram a pulular incontrolavelmente entre essas aldeias, pois embora a região fosse fértil e regada estava sendo severamente explorada. Quando os recursos tornavam-se escassos para algumas aldeias, as mesmas sentiam-se forçadas a invadir outras tribos que encontravam-se abençoadas pela abundância.

Devido ao extremo espalhafatório gerado pelos gasgadranos a notícia logo chegou á aldeias maiores e finalmente aos ouvidos dos "Chefes Supremos" (ordem níbia que governava a nação). Estes ganaciosos e corruptos governantes iniciaram então uma ofensiva contra os habitantes daquelas terras paradisíacas com o objetivo de tomá-las à força. Essa opressão desencadeou revoltas que à princípio eram facilmente silenciadas pelos exércitos desses Chefes Supremos. Infelizmente para o desconforto dos mesmos naquela região encontravam-se aldeias que resistiam bravamente a essas injustas investidas negando-se entregar seus abençoados territórios sem ferozes lutas. Tais aldeias eram lideradas por sábios e justos homens que pregavam o fim do opressor governo dos Chefes Supremos e ao mesmo tempo tentavam defender suas terras. Mas a força dos exércitos desses governantes era muito superior e começou a prevalecer perante as aldeias rebeldes, passando a exterminá-las. Sobrara ainda uma aldeia, mas até esse ponto os habitantes das vilas ricas começaram a intervir pedindo o fim daquele hediondo confronto. Os Chefes Supremos, temendo o povo, decidiram acatar o ameaçador apelo por tentar tomar posse da última aldeia rebelde pacificamente. Mas o líder daquela aldeia, "Mathur Glátio Pleio-Zei Moul Dan", não estava disposto a abandonar suas terras em troca dos absurdos termos prpostos pelos Chefes Supremos. Após insistentes e frustantes tentativas, os já combalidos Chefes Supremos por fim desistiram de tomar posse de "Zilzal", aldeia de Mathur Glátio, deixando-a em paz por muitos anos.

Durante aquele período pacífico ocorreria uma significativa mudança em Zilzal. Mathur Glátio, o líder da aldeia, por nunca apreciar sua privilegiada posição decidiu renunciar e criar um conselho zilzita onde todos os chefes de famílias seriam membros incluindo ele próprio. Naquela paz infindável Glátio acabou se apaixonando por uma bela e jovem viúva, ex-esposa de um zilzita morto por picada de cobra. Seu primeiro filho nasceu morto, na segunda tentativa foi sua amada esposa Lídia Basquivela quem morreu, mas felizmente seus filhos (gêmeos) Pleio-Zei Moul Dan e Pleio Moul Dan sobreviveram. Ao passo que ambos cresciam alimentavam o mesmo sonho de um dia tornarem-se membros do conselho assim como seu pai. Glátio, por sua vez, não se agradava da decisão que seus filhos haviam tomado, pois realmente desejava ter um filho como membro do seu conselho mas também ansiava que um deles se tornasse um dia um grande guerreiro do povo. Por isso fez todos os esforços para tentar incutir no coração de seu filho mais velho, Pleio-Zei, o desejoso cargo de "Grande Korohiro", a posição mais elevada que um guerreiro zilzita poderia alcançar.