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O herdeiro de
Gonquer Zá Sezano

Um escudeiro que se portava como general

Com tantos feitos realizados em prol de seu novo rei e nação Pleio Moul Dan sentia-se ricamente abençoado, mas não totalmente realizado. Cria que a mão de Zangar, seu deus, estava por detrás de todos os acontecimentos que tornaram possíveis sua súbita e inesperada ascensão por intermédio de um povo que deveria odiá-lo com todas as forças. Compreendeu que todos os insuportáveis padecimentos que lhe foram infligidos durante sua vida não passaram de um planejamento da parte de Zangar, para que no fim pudesse ser recompensado. Logo passou a sentir um forte desejo de agradar e glorificar seu deus, mas não sabia como. Seu pai, Mathur Glátio, havia lhe ensinado muito pouco sobre Zangar quando era jovem, e agora Moul Dan encontrava-se no seguinte dilema: Como poderia servir a um deus que não havia revelado seus desejos e nem fornecido mandamentos e leis para serem cumpridas? Discerniu que o máximo que poderia fazer era declará-lo publicamente a todos os que viviam no seu meio, falando-lhes dos milagres que presenciara e que chegara o tempo de Zangar arrebatar os escolhidos, segundo o tempo que estipulava por meio de profundas análises e conclusões tiradas.

Infelizmente seus esforços em nada resultariam. Os trophanos não criam em divindades ou seres poderosos que mereciam reverência e devoção. Suas crenças eram baseadas em muitas tradições que contrariavam a criação, pois acreditavam que estavam soznhos no universo e deveriam sobreviver por conta própria. Passavam-se anos e anos sem que Moul Dan obtivesse resultados favoráveis, ao contrário, sua pregação começava a cheirar mal perante muitos que não suportavam mais tamanha insistência, desaprovando seu audaciosa atitude. Moul Dan mal se apercebia que aos poucos colocava sua vida e seu futuro em perigo revelando suas crenças e origens.

Hamafade Lemóstides, o mais valente de todos os Chefes do Exército de Gonquer Zá-Sezano, em momento algum consentiu no casamento de sua prezada filha Verganna com o "estrangeiro desprezível" Pleio Moul Dan. Mas permitiu sem hesitar, pois todos da sua família, incluindo o próprio rei Gonquer, aprovavam tal união sem demora. Mas quando descobriu que Verganna havia sido raptada, no mesmo instante arraigou-se no seu coração um ódio ferrenho contra Moul Dan. A princípio esse ódio era justificado, pois vez após vez Hamafade alertava que tal união se tornaria repulsiva, visto que iria de encontro com os princípios básicos trophanos para o casamento. Entretanto Gonquer estimava tanto Moul Dan que se dispôs a mudar leis com o fim de favorecê-lo, usando como pretexto seu ato heróico em prol de uma nação a qual nem pertencia. Por isso concordou prontamente, mas no seu íntimo desaprovava semelhante decisão repugnante.

Mediante suas declarações públicas e ensinamentos pouco a pouco Moul Dan apresentava