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Gasgadrah

Do paraíso ao inferno

Zilzal desenvolveu-se incrivelmente com o passar dos anos e logo deixou de ser uma simples aldeia tornando-se assim uma grande e famosa vila. Seu desenvolvimento não passou desapercebido pelos aparentemente adormecidos Chefes Supremos que aguardavam ansiosamente um pretexto para atacá-la e tomarem posse de Gasgadrah.

Já por longos anos o povo zilzita desprovia-se de preocupações convivendo em perfeita paz e harmonia graças ás atraentes e rígidas normas criadas pelo conselho de Mathur Glátio. A administração justa dos impostos e a distribuição controlada dos alimentos impedia o surgimento de roubos, assassinatos, rebeliões e até mesmo rixas entre famílias. Todos sentiam prazer em cumprir as leis do conselho, sem nunca questioná-las.

Mas aos poucos o "Sagrázjo" (conselho zilzita) começava a criar idéias inovadoras e perigosas. Desejavam avidamente treinar hábeis guerreiros com o propósito de invadir Zirascenas, cidade dos Chefes Supremos, e arrancá-los do poder, para que assim os zilzitas pudessem instituir e repassar suas perfeitas leis ao povo tratado com tirania e opressão. Mathur Glátio e os membros mais influentes do conselho rejeitaram com todas as forças àquela tentadora mas desprezível idéia, já que o preço dela seria muito sangue derramado. Decepcionados com a decisão final do conselho, os apoiadores do ataque á Zirascenas armariam terríveis planos contra Mathur Glátio e os outros membros do Sagrázjo.

Voltando seus olhos para para o poderoso e famoso guerreiro que Pleio-Zei estava se tornando, os revoltados membros do conselho o iludibriaram com mentiras traiçoeiras de que no último debate havia surgido uma discussão sobre não haver mais necessidade de guerreiros atuando entre o povo, e que seu pai acabara de apresentar ao conselho uma lei que aboliria para sempre as funções exercidas pelos Korohiros (guerreiros). Sendo que ele próprio fora quem havia implantado a idéia de Pleio-Zei um dia tornar-se o mais grandioso de todos os guerreiros zilzitas. Arrasado, Pleio-Zei passou a apoiar os rebeldes, que secretamente o condecoraram Grande Korohiro, mesmo sendo ainda proibido à ele.

Com o controle total das forças zilzitas, Pleio-Zei, a mando dos rebeldes passou a matar todos os membros do Sagrázjo e todos aqueles que o apoiavam, nem mesmo seu próprio pai fora poupado e acabou sendo morto na presença de Pleio. Quanto a seu irmão, Pleio-Zei o expulsou de Zilzal humilhado, sendo chutado e pisoteado covardemente pelos seus próprios amigos enquanto seu irmão abusava de sua namorada á vista de todos que faziam troça de ambos. Quando Pleio finalmente desmaiou dos impiedosos golpes que lhe eram infligidos foi carregado por animalescos homens que o arrastavam durante um longo percurso sem qulaquer consideração pelo seu frágio e indefeso estado crítico. Ao adentrarem às matas selvagens abandonaram Pleio a mercê dos carnívoros vorazes que habitavam a região por ordem de Pleio-Zei, que segundo ele, terminariam o serviço. Quando o Sagrázjo finalmente possuía somente os membros envolvidos na trama assassina, Pleio-Zei fora incumbido de uma nova e suicida missão: Capturar Zirascenas e aniquilar todos os Chefes Supremos.

Sem se aperceberem, Pleio-Zei e os valentes Korohiros estavam subestimando seus inimigos, pois eram imbatíveis somente no manuseio da espada e do "Larshanko" (machado arremessado de pequenas distâncias). Embora portassem armadura esta protegia somente o peitoral, também por não portarem escudos tornavam-se alvos fáceis para qualquer espécie de atirador zirascênico. Sua bravura portanto tornou-se inútil contra seus organizados adversários, que sabiamente evitaram o confronto direto e usaram de suas ardilosas artimanhas, estando bem a par da eficiência zilzita no combate corporal. Dessa maneira, fizeram com que fossem atraídos e se posicionassem rente ás muralhas onde foram derrotados sem que pudessem fugir ou revidar. Apenas um deles fora poupado, com um único objetivo e não simplesmente por mero acaso.