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   Moul Dan, o escudeiro

O nascer de um poderoso trophano.

Após dias de fatigantes caminhadas Pleio Moul Dan e sua guarda, já em território gasgadrano, aproximavam-se de Zilzal. Receoso mas decidido resolveu adentrar-se de uma vez na sua tão amada vila e também cenário da sua depressão mental. Mas apavorou-se quando em seu lugar encontrou um amontoado de escombros e outro de carcaças de zilzitas empilhadas sendo devoradas por aves de rapinas. Ao invés de lamentar Pleio foi tomado de fúria, visto que na noite anterior "Trehvus" (mensageiro do iluminado Zangar) o havia avisado de que seu irmão, a mando dos Chefes Supremos, lideraria uma chacina contra seu próprio povo. Entretanto descobriu-se mais tarde que Pleio-Zei havia assentado por escrito o relato de seu encontro no mundo dos sonhos com "Krapu-lah" (outro mensageiro de Zangar) que lhe havia dito que seu deus o poupara por que deveria prestar ajuda à seus clementes captores.

Consumido pela ira, Pleio bravejava e clamava ao máximo com sua voz, demonstrando quão deplorável estava sua condição. Mas subitamente se calou, e puxando vagarosamente sua espada da baínha acenou para seus escudeiros igualmente brandirem às armas. Quando se aproximaram dele, Pleio sussurrou à eles cerrando os dentes e com sua saliva escorrendo para fora da boca, que havia escutado vozes do exército acampado que golpeara seu povo com uma grande matança. Portanto pediu a um dos homens que estavam com ele para que lhe entregasse sua espada. Depois ordenou-lhes que cercassem o acampamento e golpeassem a qualquer um que fugindo viessem ter com eles, enquanto ele prórpio se infiltraria no meio do acampamento deles para aniquilá-los por completo. Mas advertiu-os que não pusessem suas mãos em Pleio-Zei, pois ele próprio cuidaria dele. Assim partiu sigilosamente Pleio em direção ao acampamento inimigo com uma espada em cada mão que tremiam fortemente expressando seu ódio rancoroso.

Embora Pleio não aparentasse ser perito no manuseio de espadas superou a expectativa e provou que era um espadachim nato, e ao passo que pelejava contra os dúbios espadachins zirascênicos usava de sua rapidez para fazer com que eles ferissem seus próprios companheiros. Pleio se enfurecia a cada instante em que golpeava um zirascênico e depois descobria que não era seu irmão. Entretanto Pleio-Zei não era mais o mesmo e após sua captura pelos Chefes Supremos passou a desenvolver uma doença que deformava os ossos das mãos e pés, conhecida nos dias atuais como "Calmêncios" (semelhante à Artrite). E enquanto liderava o ataque contra Zilzal foi agarrado e puxado do seu cavalo por um jovem zilzita que o desarmou e o matou quebrando-lhe o pescoço com as próprias mãos, pelo fato de sua doença estar em um grau bastante avançado impossibilitando Pleio-Zei de manusear habilmente sua espada. Quando seus escudeiros lhe trouxeram tal notícia mediante um prisioneiro zirascênico que havia se entregado, Pleio largou suas duas espadas ao chão e apoiando-se sobre o ombro do zirascênico capturado caiu na gargalhada, enquanto seus escudeiros o fitavam inquietados. Então seu semblante agressivo o abandonou e ele partiu com seus homens e com o prisioneiro em direção ao acampamento para saqueá-lo.

Retornando à Zilzal, ou pelo menos onde antes se encontrava, Pleio incendiou os corpos dos zilzitas mortos em sinal de respeito e lamento, pois não poderia enterrar a tantos mas também não queria deixá-los apodrecendo sem qualquer dignidade. Já era noitinha e seus guardas estavam muito cansados e famintos, pois seguraram seus grandes escudos e lanças consigo durante o dia inteiro quase sem parar. Pleio portanto permitiu-lhes retornar ao acampamento zirascênico para alimentarem-se ali do despojo e prometeu fazer toda a vigília noturna para que descansassem bem. Assim os guardas trophanos levaram consigo o prisioneiro, deram-lhe de comer e amarrarando-o lançaram-no em um das tendas que ali se encontravam. Depois eles próprios após se alimentarem pernoitaram nas outras. Após Pleio revirar os escombros de Zilzal retornou também ele ao acampamento com pertences seus, de sua família e de sua namorada que ainda teve forças para enterrá-la antes de cremar a todos os outros corpos. Pleio derramou assim algumas lágrimas por ela e recompondo-se sentou-se para fazer a vigília. Inconformado, passou a indignar-se com Zangar, seu deus, indagando em pensamentos por que teve de padecer tanto durante toda sua vida. Não obtendo nenhuma resposta, calou-se e passou a fazer o restante da vigília emburrado.

No dia seguinte, pouco antes do nascer do sol, os guerreiros trophanos já estavam de pé e discutiam entre si qual seria o destino do prisioneiro segundo suas leis. Pleio havia passado a noite inteira em claro atormentado por muitos pensamentos inquietantes, e escutando à distância as vozes exaltadas de seus escudeiros correu em direção á eles para se informar do que estava acontecendo. O prisioneiro havia reconhecido que seus captores eram trophanos e para tentar ganhar a confiança deles contou-lhes que um importante líder do povo deles estava sendo mantido cativo pelos Chefes Supremos. Ora! Tratava-se do próprio Laponiel Sezano, filho do rei trophano, Gonquer Zá-Sezano! Entretanto o zirascênico conhecia somente o nome deste, não fazia idéia de que se tratava do próprio filho do rei de Trophir. Depois seus guardas haviam-lhe explicado que seu amo Narterineu Lemóstides, avô de Verganna, era o responsável pela segurança das viagens de Laponiel à terras distantes, e que a escolta que deveria protegê-lo era composta dos que estavam servindo a Pleio naquele exato momento. Pleio concluiu então que aqueles a quem Narterineu designou como substitutos da guarda que estava com ele falharam na sua missão.

Os trophanos ainda lhe contaram mais. Se Narterineu permitisse que Laponiel fosse capturado por hordas inimigas ele e toda a sua família seriam vendidos como escravos e todos os seus pertences seriam repartidos entre os pobres, visto a família Lemóstides serem donos de muitas propriedades: rebanhos, manadas, plantações, escravos, ouro, prata. Pleio não poderia deixar a única família que lhe restara ser também destruída. Ordenou portanto que um dos escudeiros abandonasse seu posto e tomando um dos cavalos obtidos como despojo galopasse o mais veloz que pudesse e levasse (?) mensagem á Gonquer Zá-Sezano, acompanhado de algumas táticas de combate inovadoras sugeridas por ele.

Os possíveis escritos que detalharam o ataque trophano contra Zirascenas nunca foram encontrados, porém, muitos escritores do 3° século EC, especularam com inúmeras versões de como tal batalha teria ocorrido. A mais plausível teria sido a de Feuclipto Emenês Sindal, sugerindo que a princípio Pleio e seus homens tentaram fornecer o prisioneiro zirascênico em troca da liberdade de Laponiel, obviamente os Chefes Supremos recusaram. Segundo eles a vida de Laponiel era muito mais valiosa. Mas Pleio persistia na troca e assim ganhava tempo para que os exércitos trophanos chegassem á Zirascenas e os pegassem distraidos e desprevenidos. E foi o que aconteceu! A cidade estava completamente vulnerável, sem nenhum soldado zirascênico ocupando seu posto. Quando perceberam que estavam caindo numa cilada tentaram fechar rapidamente os portôes da cidade, mas os homens de Pleio os impediam. Logo, o exército trophano invadiu a cidade e libertou Laponiel Sezano. Pleio pediu-lhes que não fizessem mal à seus habitantes, pois eram inocentes. Quanto aos soldados, seguiam apenas ordens dos verdadeiros culpados pelo rapto de Laponiel, os Chefes Supremos. Pleio foi obedecido, pois a vitória só tornou-se bem-sucedida graças a ele. Assim o exército trophano abandonou a cidade junto com Pleio e seus homens sem levarem consigo um único despojo ou prisioneiro, exceto os Chefes Supremos, que inclusive com o consentimento e a aprovação de todos os zirascênicos, foram levados cativos.

Na viagem de retorno de Pleio uma celebração especial o aguardava acompanhada de uma grande festa. O próprio Gonquer havia organizado todos os seus adereços, e estaria ali presente para premiar seu herói desconhecido com algo que marcaria para sempre sua tão desolada vida. Finalmente Pleio acompanhado de seus homens e do enorme exército chegaram á Tronédia, cidade apresentada por seus homens como sendo o local exato onde Laponiel deveria ser deixado para ser restituído aos braços de seu pai. Também seria a cidade onde uma honrada festa surpresa seria efetuada em homenagem à ele. Antes mesmo de Pleio pôr os pés na cidade foi recebido por Narterineu Lemóstides e todos os da sua família que justamente haviam sido designados por Gonquer para recebê-lo cordialmente e aprontá-lo para a festa. Quando soube disso, Verganna embelezou-se até ficar radiante e correu ao encontro de Pleio, abraçando-o e beijando-o mui ternamente.

Quando a festa já estava bem avançada, Pleio foi convidado por Gonquer à subir os degraus do mais importante edifício tronediano onde seria homenageado pessoalmente por ele. Presenteando-o com uma coroa de prata, um anel de ouro e um manto de carmesim coberto de pedras preciosas Gonquer, o rei, lhe concedeu o direito de fazer qualquer pedido, até mesmo o de tornar-se um Chefe do Exército lhe seria concedido. Pleio refletiu muito e respondeu ao rei que apenas um desejo não era suficiente, ele queria mais. Todos os milhares que estavam ali presentes se calaram repentinamente, até mesmo os músicos pararam de tocar seus instrumentos de canto. Quando Pleio percebeu que ninguém o havia compreendido e que o rei passou a enfurecer-se diante dele logo explicou que se ele se tornasse o "Chefe da Guarda Pessoal do Rei", como poderia pedir então a mão da bela Verganna Lemóstides em casamento, sendo que lhe era permitido fazer apenas um único pedido? Gonquer finalmente compreendeu e passou a rir-se de Pleio e todos ficaram aliviados e passaram a rir também. Mas entre aquela vasta multidão de sorridentes havia um que se calava, indignado por que sua prometida havia sido tomada dele.

Pleio Moul Dan, daquele dia em diante passou a ser conhecido como "Moul Dan, o escudeiro". Gonquer portanto havia atendido ao seu pedido de tornar-se Chefe da Guarda Pessoal dele, agora Moul Dan era o responsável pela segurança de Gonquer quando este corresse perigo de vida, fosse em incursões ou em sua própria casa, fosse por meio de rebeldes ou por meio de exércitos inimigos. Moul Dan não havia se esquecido dos seus trinta e um companheiros que lhe serviram lealmente durante todo o tempo em que estiveram com ele. Assim indicou-os para tornarem-se também escudeiros reais, servindo-lhe como seus homens de confiança. Mesmo embora o cargo de Chefe da Guarda Pessoal do Rei fosse privilegiado e mui desejoso, ainda assim não chegava nem aos pés do de um Chefe do Exército, que era muito mais reconhecido e recompensador. Mas como Moul Dan desejava avidamente servir constantemente lado a lado com o rei, para ele tal privilégio era muito mais gratificante. Os Chefes do Exército trophano raramente entravam em contato com Gonquer e quando isso acontecia só era para esquentar-lhe a cabeça com problemas fatigantes, já o Chefe da Guarda Pessoal entrava continuamente perante o rei e somente para aliviá-lo de suas tensões ou protegê-lo de perigos inesperados. Sendo assim Gonquer fazia tanta amizade com seus escudeiros que chegava ao ponto de até considerá-los quase como irmãos. Para que querer mais?

A partir do momento em que se casou com Verganna e tornou-se Chefe da Guarda Pessoal de Gonquer, Moul Dan esqueceu-se definitivamente de Zilzal e de Gasgadrah, nem mesmo lembrava-se mais que era níbio e no que teria resultado o encarceramento dos Chefes Supremos para seu povo. Visto que agora tinha uma nova vida, havia nascido de novo e conseguido um nova família. E aos poucos também passou a arranjar muitos inimigos, a começar por Manúbio Plegas, ex-namorado de Verganna Lemóstides que havia sido prometida a ele em casamento enquanto Moul Dan demorava-se a retornar de sua missão. Na noite em que Moul Dan e Verganna fariam dela sua "noite de núpcias", Manúbio entrou em seus aposentos acompanhado de fortes e robustos homens e arrancando-a de seus braços fugiu a cavalo levando-a consigo enquanto seus homens seguravam Moul Dan e o esmurravam impiedosamente. Além de sentir os golpes que lhe eram infligidos ouvia desesperado a voz de sua esposa chorando e clamando para que a socorre-se. Depois um dos homens que o esmurravam bateu-lhe na cabeça de tal forma que desmaiou, depois abandonaram-no ali sem o matarem.

Não foi nada fácil para Moul Dan recuperar-se desse último trauma, padeceu muito e por negar-se a se alimentar acabou adoecendo por várias semanas sofrendo com febre alta. Durante todo o período em que ficou incapacitado para servir como Chefe da Guarda Pessoal do Rei quase perdeu sua privilegiada posição para os escudeiros que anteriormente serviam à Gonquer, mas haviam sido eximidos de seus privilégios para que Moul Dan e seus homens os substituíssem. E quando finalmente compareceu perante Gonquer para que se lhe restituisse seu cargo foi provocado por um dos guardas que lhe disse: "Como vai sua querida e raptada esposa, verme insolente?", aquilo lhe subiu à cabeça pois percebeu que os escudeiros que lhe substituiam também estavam envolvidos no rapto de Verganna. E em resposta disse ao escudeiro: "Ora sua víbora traiçoeira e gananciosa... Vou matá-lo! A você e a todos esses imprestáveis!", bravejou apontando para os outros escudeiros que ali se encontravam. Então partindo para cima dele apertou-lhe o pescoço com tamanha força que esmigalhou-lhe a espinha e fê-lo sangrar pelos olhos, nariz e boca. Naquele exato momento Gonquer ordenou que seus guardas deitassem suas mão sobre Moul Dan e jogassem-lo na detenção. Ali passou vários meses em uma cela imunda tendo de dormir sobre seus próprios trapos e sendo alimentado com ração reduzida ao mínimo: pão seco durante o dia e um ensopado aguado durante à noite. Após cinco meses de detenção foi liberto da prisão e inocentado das acusações relacionadas ao seu assassinato de um soldado do rei e das verberações que lançou contra todos os escudeiros reais por meio de sua calúnia. Pois Gonquer havia pesquisado e descoberto que tais homens foram os responsáveis pelo rapto de sua esposa e que desejavam tomar-lhe seu lugar, portanto Moul Dan estava apenas exigindo vingança. O próprio rei foi libertá-lo da prisão e pediu-lhe sinceras desculpas. Moul Dan comoveu-se profundamente com a atitude de Gonquer, pois não esperava que o mais destacado trophano fosse um dia humilhar-se perante ele. Assim Moul Dan foi restituído ao seu cargo e finalmente passou a servir seu rei com destreza e devoção leal. Quanto aos escudeiros traiçoeiros foram aprisionados para sempre nas masmorras trophanas.

Durante o tempo que serviu à Gonquer Zá Sezano como seu Chefe da Guarda Pessoal, Moul Dan precisou mostrar-se bastante atento e sábio a todos os perigos que circundavam e colocavam a vida de seu rei em perigo. Laponiel Sezano já há muito tempo aprontava no reino de seu pai. Seus seguidores (Súditos Laponeônicos) dificultaram grandemente o trabalho de Moul Dan, pois Laponiel os usava para criar contendas entre o povo trophano que vez por outra se rebelavam e investiam contra Gonquer em massa. Ás vezes faziam isso em público durante as passeatas em que Gonquer se infiltrava no meio das multidões, ás vezes faziam-no quando em uma só turba tentavam invadir seus aposentos. Em ambas as ocasiões Moul Dan deveria mostrar-se atento e eficaz. Mas a maneira preferida de Laponiel tentar apunhalar seu pai era de modo indireto, quando tornava dicípulos seus aqueles que serviam à Gonquer em pessoa. Como seu padeiro, copeiro, cozinheiro... onde vez por outra traíam-no fornecendo-lhe comida envenenada. Felizmente Moul Dan sempre intervía a tempo.

Uma vez um escudeiro de sua própria guarda e seu melhor amigo foi comprado por Laponiel para golpear a Gonquer enquanto dormia. Visto que somente Moul Dan poderia entrar no seu quarto interior para acordá-lo, engenhosamente espalhou armadilhas abaixo de alguns dos pisos do quarto em que Gonquer dormia. Somente ele e o rei sabiam quais os pisos que eram seguros e quais se desmanchariam debaixo dos pés de quem o pisasse fazendo com que a vítima despencasse do castelo por vários andares até vir de encontro com o solo. Assim Moul Dan fora obrigado a matar seu mais achegado companheiro por este se precipitar ao pisar em ladrilhos falsos na tentativa de apunhalar a Gonquer enquanto este estivesse dormindo.

O perigo estava por toda a parte, até mesmo quando Bolibama Tílio II fazia conferências de paz com Gonquer, para que durante as reuniões pudesse matá-lo. Mas Moul Dan sempre mostrava eficácia e rapidez ao prestar socorro à seu rei, frustrando todos os ardilosos planos que Tílio II sutilmente encobria com seus enganosos tratados de paz. Pelo visto a vida de Gonquer Zá-Sezano não corria perigo apenas por aqueles que conviviam no seu próprio meio. Dentre as inúmeras batalhas que os trophanos travavam contra outras nações hostis além dos protarianos, Gonquer geralmente oferecia-se para participar ativamente delas, visto que ansiava ser também reconhecido como um rei guerreiro, valente e batalhador. Fazendo isso, o rei trophano complicava em grande escala o trabalho de seus escudeiros e do próprio Moul Dan, que mesmo não sendo guerreiros convocados eram obrigados a irem junto para impedir que Gonquer fosse capturado ou morto caso suas fileiras tombassem diante dele.

Realmente era infinita a lista dos perigos que pairavam sobre Gonquer, surgindo das maneiras mais inusitadas, e Moul Dan vez após vez impedia-os de se concretizarem. Assim os laços de amizade entre Pleio Moul Dan e Gonquer Zá-Sezano tornaram-se tão fortes que Gonquer ampliou o campo de obrigações de Moul Dan permitindo-lhe até mesmo fazer parte de reuniões restritas envolvendo somente Chefes do Exército e participar delas opinando. Portas abriram-se para Moul Dan e ele foi promovido á "Mestre de Conselhos Bélicos", uma posição nunca antes existida e criada graças a ele.