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Tronédia e as Docas Bree



Cerco à Tronédia

Passaram-se oito anos desde a destruição de Rumú e da captura do rebelde Laponiel Sezano. Nesse tempo Laponiel havia sido entregue aos templos tronedianos para que se lhe fosse incutido pelos Filósofos que atuavam ali, que de forma alguma deveria existir novamente Rumú, rebeldia e desfragmentação do insubstituível império trophano. A Enciclopédia de Partênesis escreveu o seguinte a respeito desse ritual dos Filósofos trophanos: "Semelhante á uma lavagem cerebral, os Filósofos limpavam a mente das pessoas que lhes eram entregues. O objetivo disso era apagar os costumes da pessoa e incutir na mente dela as ordens e os desejos do rei. Tal treinamento levava apenas dois anos, mas mentes sábias como a de Laponiel por serem mais resistentes, requeriam mais tempo". Isso talvez explique por que Laponiel deixou de ser mencionado nos manuscritos trophanos por algum tempo.

Trophir finalmente estava prosperando e crescendo. Em todas as suas cidades havia paz e segurança. Nada de invasões estrangeiras, nada de conflitos internos. A mais poderosa cidade trophana estava nos estágios finais de acabamento e Gonquer Zá-Sezano estava ansioso para ver como estava seu filho Laponiel nos estudos filosofais. Ordenou que fosse trazido até ele ao trono para que pudessem conversar a sós. Gonquer lhe disse então que após a morte dele, Laponiel seria o futuro rei de Trophir. Isso o deixou completamente irado e furiosamente Laponiel puxou a espada de seu próprio pai e o golpeou no quadril. Nervoso e tenso Laponiel montou num cavalo e galopou velozmente para fora da cidade, nas Docas Bree encontrou transporte e ordenou que lhe deixassem em tal destino (?).

Surgindo mais uma no cenário trálio, exércitos protarianos tentavam invadir Trophir e dessa vez procuravam um ponto fraco para tentar explorá-lo. Enquanto isso, saindo dos limites de Trophir e já em território desconhecido Laponiel foi capturado por batedores protarianos. Mas seu dom da fala seduziu Bolibama Tílio II, que logo acabou concordando em fazer acordos absurdos com Laponiel. Tílio II ofereceu-lhe o que pediu para que em troca Laponiel Sezano disfarçasse seus soldados e assim pudessem cruzar as Midrantes sem que se percebessem que eram inimigos.

O objetivo era tomar Tronédia, a principal cidade trophana para dispersar os trophanos de suas cidades. Logo, os protarianos tomaram as Docas Bree despreparadas, cortando assim o único meio de comunicação de Tronédia com as Midrantes.

A batalha que ficou conhecida como "Cerco á Tronédia" se tornou um episódio marcante na vida dos tronedianos. Apesar do rei estar ferido e fora de combate e nenhum general estar ali presente, os tronedianos receberam uma grande ajuda da parte de seus elefantes de guerra habilmente teinados. Quando as Docas-Bree foram tomadas de assalto pelos exércitos de Tílio II, que estava ali presente, muitos elefantes que se encontravam ali também acabaram sendo tomados para serem usados contra Tronédia. Apesar dos protarianos nunca terem visto extraordinário animal e muito menos terem por costume usá-lo em suas batalhas, notaram que uma arma muito poderosa estava diante de seus olhos. Mesmo sem conhecimento algum dos comandos básicos do animal, os protarianos ousaram montá-los e marcharam todos pomposos de seu prodigioso artefato de guerra ambulante, sequer imaginando que seriam traídos justamente pelos animais em que tanto confiavam. Quando a batalha teve início, Tílio II, convicto da vitória, ordenou um ataque em massa, (cavalaria, infantaria e os elefantes) todos juntos em uma só remessa. Enquanto avançavam contra a cidade, bramiam com todas as forças e clamavam ao máximo com suas vozes num esforço de apavorar e amedrontar os exércitos tronedianos já desamparados pela grande massa de gente que teriam de enfrentar. Os elefantes, assustados com tamanha euforia, partiram pra cima dos irritantes protarianos que jamais imaginariam presenciar tal acontecimento absurdo: serem apunhalados pelos seus próprios homens. O caos tomou conta das fileiras protarianas que abandonaram o ataque contra a ciade e comçaram a brigar entre si. E enquanto golpeavam-se uns aos outros eram alvejados por atiradores tronedianos postados nas muralhas que se aproveitavam ao máximo da patética situação em que se encontravam seus oponentes. Mas os protarianos eram tantos que logo os tronedianos chegaram a ficar sem flexas e qualquer arma de arremesso que pudessem atirar das muralhas. Sem alternativa, abriram os portões e iniciaram um combate corpo-a corpo contra o restante que sobrara das suas incansáveis saraivadas. Mesmo sob intensa pressão da parte dos elefantes que ainda confrontavam, os valentes protarianos desbaratavam muitos dos tronedianos que avançavam contra eles. Até que finalmente Tílio II avistou a derrota e covardemente abandonou seus homens, retornando á sua terra natal enfurecido pelo humilhante papel que desempenharam seus guerreiros. Quando os protarianos se aperceberam de que seu rei havia fugido se apavoraram imediatamente e repentinamente tornaram-se completos covardes, ao passo que eram derrubados com a maior facilidade pelos olhares espantados de seus oponentes tronedianos. Naquele dia tombaram 900.000 protarianos.

A "cidade real"

Tronédia foi instituída pelo rei como a "cidade real", onde seu palácio e os templos tronedianos estariam localizados. Obviamente deveria ser a mais bela cidade trophana já construída e deveria ser bem protegida, pelo fato de ser a mais rica. Os melhores tesouros trophanos estavam guardados ali, e os monumentos mais importantes foram erigidos nessa cidade. Seu incrível sistema de defesa era bastante eficaz: A cidade situava-se sobre uma pequena ilha onde corria o rio Oji-Náas, ou seja, além das muralhas as margens do Oji-Náas também a protegiam. Nessa ilha estavam divididos a cidade de Tronédia ao sul e uma espécie de cais ao norte, denominado Docas Bree. Embarcações marítimas somente atracavam na ilha com permissão das Docas, que além de proteção contra invasões por água também servia como o único canal de comunicação de Tronédia com o resto do império trophano. Tronédia foi erigida sob uma montanha que descia até a parte mais baixa em forma de espiral. Conforme se ia subindo essa cidade, mais perto do topo da montanha estava, e cada andar era chamado de nível. Cada nível era cercado por uma muralha, o nível mais baixo possuía muralhas duplas. Modéstia à parte, os tronedianos tinham motivos de sobra para se orgulharem de sua cidade.

  
                                                                        
TRONÉDIA, CIDADE REAL TROPHANA

Docas Bree

A idéia de possíveis invasões por água contra Tronédia sempre atordoava Gonquer Zá-Sezano. Para impedir que perigos como esse se tornassem realidade Gonquer resolveu criar uma segunda cidade semelhante á Tronédia, com o fim de tornar-se uma pesada distração para invasões inimigas até que Tronédia obtivesse tempo suficiente para preparar suas defesas. Também foi projetada para conseguir suportar fortemente ataques marítimos de qualquer espécie, até que seus hábeis navios mensageiros pudessem pedir socorro á todas as cidades-fortalezas que estivessem próximas ou disponíveis. Em suma era uma pequena cidade fortemente murada construída rente ás margens mais vulneráveis do Oji-Náas. Foi baseada num antigo projeto desenhado e abandonado por Molosso Gaal (o primeiro Filósofo trophano), que ao ser morto pela inveja de seus companheiros Filósofos também acabou deixando muitas de suas idéias inacabadas. A cidade de Docas Bree recebeu esse nome em memória do filho de Molosso Gaal, Comeirol Bree, que aos 6 anos de idade foi devorado violentamente por lobos famintos. Havia também ali casas, fazendas, estábulos e grandes construções para fins destinados à guerra e economia, tanto da própria cidade como de Tronédia. O cais das Docas era muito bem protegido por torres revestidas de grossas camadas de pedras. Infelizmente sua frota de navios de guerra não era lá muito equipada, mas em comparação possuía barcos muito velozes. O uso de elefantes nas guerras trophanas originou-se dali. Os melhores amestradores eram habitantes das Docas Bree, sendo somente eles capazes o suficiente de conseguir treinar e equipar elefantes perfeitamente obedientes á qualquer trophano que montasse neles. Observado o fato de sempre as Docas Bree tornarem-se o primeiro alvo antes da cidade de Tronédia, tornou-se necessário equipá-las muito melhor do que a própria Tronédia.