Make your own free website on Tripod.com
 

Voltar: Página principal de Gonquer

As Midrantes contra a coalizão Rumú-protariana

As antigas cidades-fortalezas nos dias atuais ainda conseguem atrair a atenção de turistas do mundo todo. Suas ruínas exibem uma beleza sem igual, o estilo de seus edifícios foi definido como o mais encantador de sua época. Ainda assim existe um segredo especial escondido por detrás de seus blocos de pedras: Como poderiam cidades como essas iguais a qualquer outra comum e vulnerável serem tão poderosas a ponto de serem denominadas cidades-fortalezas?

Cidades-fortalezas

Para proteger Tronédia ou qualquer outra cidade trophana vulnerável, Gonquer Zá-Sezano designou sobre o vasto território trophano cidades fortemente erigidas especializadas em socorrer Trophir sempre quando esta sofria: "pilhagens externas" (investidas feitas por nações hostis contra cidades trophanas) ou "ataques internos" (rebeliões geradas por trophanos descontentes com a forma de governo do rei). Além de resolverem disputas e conflitos, essas fortificadas cidades deveriam também fornecer apoio e ajuda quando outras cidades trophanas necessitassem de: materiais tanto para reformas quanto para construção de novos edifícios, suprimentos ou mantimentos, ajuda financeira e conselhos para se resolverem disputas que vez por outra surgiam entre os próprios trophanos. Não é de admirar que tais cidades fossem denominadas "cidades-fortalezas", principalmente porque sem elas nenhuma outra cidade trophana conseguiria rechaçar ataques inimigos com tamanha eficiência. Mas mesmo entre cidades-fortalezas nasciam disputas e conflitos, que geravam sérios problemas para todo o império trophano de Gonquer Zá-Sezano. O rei, pois, viu-se obrigado a eliminar de uma vez por todas com esse mesquinho problema que já estava ficando incontrolável. Surgiram então as "midrantes", poderosas cidades-fortalezas que deveriam comandar e pôr ordem nas problemáticas cidades-fortalezas que ao invés de proverem proteção e e auxílio já estavam espalhando terror e pânico. Para que o controle fosse bem organizado, todas as cidades-fortalezas foram divididas igualmente entre as midrantes, e deveriam estar sujeitas às ordens destas. Assim surgiram as midrantes Donal e Gregal.

Midrante Donal

Situava-se no "território donal", nome sugestivo que indicava que todas as cidades-fortalezas que se encontravam ali pertenciam à Midrante Donal. Mas isso não significa que por tais cidades estarem sujeitas a essa midrante, ela poderia ditar leis segundo a sua própria vontade ou criar normas absurdas que não estavam de acordo com as leis padronizadas de Gonquer Zá-Sezano. Pelo contrário, deveria somente repassar as leis incumbidas pelo rei. Em outras palavras, Midrante Donal não poderia governar regiamente a nação, tratava apenas de assuntos referentes à guerra. O que mais se destacava nessa midrante em comparação com outras cidades-fortalezas era sua invejável e impenetrável muralha, e não somente por quase ser inalcançavelmente elevada, mas também com respeito à suas ameaçadoras torres que estavam fixas na própria muralha permitindo assim que diversos projéteis pudessem ser disparados da muralha sem nenhum risco para os homens da torre. Apesar de ser fortemente resistente, já que suportava ataques de diversas espécies por dias, quando a muralha finalmente cedia, ainda assim, perigosas armadilhas aguardavam os exércitos inimigos.

Para comandar essa midrante Gonquer Zá-Sezano incumbiu um dos seus generais, Pru-Sidério Pertutiano. Pru-Sidério era um general jovem mas muito experiente em armas de guerra, criando e aperfeiçoando novos mecanismos de combate. Entre esses estavam a flecha flamejante e o óleo fervente que era atirado em soldados inimigos quando estes ficavam rente à muralha. A mais engenhosa das armadilhas criadas para atacar exércitos inimigos que penetrassem muralha à dentro eram gigantes pedras rolantes que quando soltas não paravam mais de correr e rapidamente dizimavam fileiras inimigas.

Ser um "Rei-general", nome que se dava ao general que era incumbido de comandar uma midrante, não era fácil. Talvez pelo fato de estar frequentemente envolvido em viagens de inspeção pelas cidades-fortalezas que lhe estavam sujeitas para verificar se tudo estava ocorrendo na mais perfeita ordem. As viagens de inspeção envolviam longas jornadas onde se acampavam em tendas provisórias com comida nada requintada e nada de vinho. Quando finalmente se chegava em uma das cidades-fortalezas, os assuntos ali pendentes deveriam ser resolvidos no mesmo dia, para que assim a jornada para outras cidades-fortalezas pudesse ser realizada o mais rápido possível. Ás vezes surgiam alguns probleminhas desgastantes como encontrar feras carnívoras no caminho, emergências maiores onde devia-se encerrar a jornada e retornar à midrante imediatamente e até mesmo conflitos entre cidades-fortalezas onde uma marchava com seus exércitos contra outra. Mas isso eram somente as viagens de inspeção, ainda restavam entre as obrigações de um Rei-general da Midrante Donal: servir de mensageiro para alertar outras cidades sobre as frequentes investidas de Bolibama Tílio II e seus exércitos protarianos contra cidades trophanas, viagens regulares à distante Tronédia onde Gonquer perguntava sobre as andanças de sua nação, treinamento de exércitos para fornecer às cidades requisitadas e principalmente exterminar nações hostis que guerreassem contra outras cidades trophanas ou mesmo contra a própria Midrante Donal.

Molosso Gaal, o grande Filósofo, aconselhou sabiamente o rei a criar uma maneira diferente de comunicação entre as midrantes, uma maneira mais rápida do que apenas com mensageiros que ás vezes corriam o risco de serem mortos no caminho. Então surgiram os "faróis de alerta". O Farol Donal era uma torre de pedras onde se empilhava no topo muita madeira, que deveria ser queimada para o alerta ser acionado. O alerta envolvia informar outras cidades trophanas ou até mesmo à outra midrante que Trophir corria sério perigo de ser subjugada, sendo assim a prioridade das cidades-fortalezas deveria ser tomar as ações necessárias o mais rápido possível. Visto o Farol Donal ser um meio vital de comunicação deveria estar muito bem escondido, e realmente estava pois densas florestas o cercavam. Gonquer até mesmo construiu uma pequena cidade em volta desse farol para que estivesse bem seguro e protegido, ao qual batizou de Luzios.

                         MURALHAS DA MIDRANTE DONAL

Midrante Gregal

"Eu comecei uma midrante, mas acabei construindo uma outra Tronédia". Essas foram as palavras ditas por Gonquer Zá-Sezano ao término da construção da mais poderosa e mais bela cidade-fortaleza já construída, Midrante Gregal. Suas palavras foram bem significativas levando em conta a estrutura das pequenas muralhas que cercavam a cidade, embora talvez não aparentassem ser impenetráveis e colossais tais como eram as da Midrante Donal nunca em todo o reinado de Gonquer Zá-Sezano Midrante Gregal foi tomada de assalto por seus muros cederem à investidas inimigas. Mas essa midrante não era famosamente conhecida pelos seus muros, na verdade eles nunca foram derrubados porque seu Rei-general constantemente impedia que exércitos inimigos lançassem uma pedra sequer contra a cidade. Conheça agora Midrante Gregal e seu Rei-general, Hamafade Lemóstides também conhecido como "O senhor de multidões".

Semelhante à Midrante Donal, Midrante Gregal também foi designada sobre cidades-fortalezas que abrangessem seu território, ou seja, no "território gregal". Tal região era conhecida como a mais rebelde e depravada de todo o vasto império comandado por Gonquer. Naturalmente Midrante Gregal necessitaria de um Rei-general competente, corajoso e leal pois até mesmo a corrupção circundava os nobres e os respeitáveis funcionários da corte. Pior ainda, muitos trophanos acabaram fascinados pelas idéias deixadas por Laponiel Sezano, filho do rei, e se auto-proclamavam "Súditos Laponeônicos" espalhando desordem e criando contendas em meio a seus compatriotas trophanos. Esses mesmos puniam a aqueles que rejeitavam tornar-se seus adeptos ou partícipes de seus planos absurdos, muitas vezes por queimarem campos de fazendeiros, assaltarem diligências que transportavam riquezas e alimentos, chegando ao ponto de até mesmo assassinarem trophanos com algum poder tal como juízes e cobradores de impostos. Portanto ser Rei-general da midrante que comandava o insuportável território gregal não era apenas cansativo mas seriamente perigoso, qualquer trophano possuindo cargos de influência ou não, corria risco de vida.

Hamafade Lemóstides era o homem certo. Foi condecorado Rei-general imediatamente após a campanha que liderou contra povos níbios que disputavam territórios, obviamente porque foi o único general de Gonquer que conseguiu extinguir tal conflito interminável. Apesar da sua idade levemente avançada era cheio de vigor e saúde, sendo um general que participava ativamente em todas as batalhas que travava. Hamafade precisava impor respeito perante seus milhares de soldados e portanto fazia-se de durão e possuía uma carranca amedrontadora, do contrário, nas horas livres em que poderia rever a família ou que não estava a serviço era gentil e dócil, bem diferente do homem em que se transformava na hora de liderar suas tropas. Hamafade Lemóstides era também engenheiro, realizou projetos fabulosos tais como as gigantescas "Fólidas" que armazenavam quantidades incríveis de cereais e outros mantimentos reservados para épocas dificultosas ou mesmo para o comércio. Outro impressionante projeto foi a construção de longas e charmosas pontes que cruzavam os rios Nemanoul e Oji-Náas com o objetivo de facilitar a travessia dos mesmos.

Grande parte do exército trophano pertencia á Hamafade Lemóstides, dentre essa massa de gente encontravam-se 400.000 soldados de infantaria e 295.000 cavalarianos, isso sem contar as tropas que guarneciam a cidade. Quando atacada, Midrante Gregal defendia-se de uma forma aparentemente não muito sábia, ao invés de seus soldados lutarem de dentro da cidade protegendo-se nas muralhas abriam os portões e corriam ao encontro de seus inimigos. Obviamnete para uma façanha desta ser realizada com êxito eram necessários dezenas de milhares de soldados que astutamente não corriam a esmo, pelo contrário, a saída da cidade era perfeitamente planejada com o intuito de confundir e distrair as fileiras inimigas até que chegassem os reforços. Algumas vezes a ajuda nem era necessária, os 120.000 guardas da cidade dispersavam exércitos inimigos sozinhos. Merecidamente Hamafade Lemóstides recebeu então o título significativo de "O senhor de multidões".

Midrante Gregal também possuía um "farol de alerta", denominado Tocha Gregal. Igual à sua irmã gêmea, Midrante Donal, essa cidade-fortaleza também o escondeu nas mais densas e profundas florestas de Trophir, sendo vantajoso para Midrante Gregal suas florestas serem habitadas por diversos animais selvagens, apenas poucos conheciam os caminhos seguros que levavam á Pharóis, pequena cidade guardiã do farol de alerta gregal. Foram estabelecidos ali também pequenas vilas que esquadrinhavam as regiões próximas á cidade guardiã. Todas erigiram uma grande torre para enviar sinais de alerta umas ás outras ou á própria Pharóis.

As cidades-fortalezas e as midrantes foram fundamentais para a sobrevivência dos trophanos, caso contrário já teriam sido subjugados e eliminados por Bolibama Tílio II há muito tempo. Constantemente travavam-se guerras entre trophanos e protarianos, e embora os trophanos sempre vencessem, Tílio II retornava com exércitos cada vez mais fortes e numerosos, que resultava nos intermináveis conflitos entre essas duas imensuráveis potências da guerra. O período em que os pró-Laponiel se manifestaram retardaram em grande escala a economia trophana, muitos avanços foram impedidos e por longos anos Trophir estacionou economicamente. Hamafade Lemóstides e Pru-Sidério Pertutiano decidiram juntar forças para eliminar de uma vez por todas com esse crescente problema corrompedor. Como infelizmente Gonquer Zá-Sezano não tinha mais forças para frear a rebelião do seu filho, Hamafade e Pru-Sidério precisaram tomar medidas drásticas. Ignorando o apelo de Gonquer de retornar seu filho à ele com vida, os dois decididos generais trophanos marcharam juntos com seus exércitos contra uma nova Rumú que ficou desapercebida dos olhos trophanos por um bom tempo. Ao acamparem seus exércitos no Monte Gaisah em 846 AEC, travaram a sangrenta batalha que ficou conhecida como "A Derrocada de Rumú". Quando finalmente Rumú foi subjugada, Hamafade e Pru-Sidério tomaram a mais radical das atitudes, mataram todos os prisioneiros. As mulheres estrupraram até a morte, as crianças foram queimadas vivas, os varões e os idosos serrados em pedaços. Foram todos mortos mesmo implorando misericórdia. Não se sabe ao certo o que fizeram com Laponiel, a única certeza que se tem é que seu corpo nunca fora encontrado.

Hamafade Lemóstides e Pru-Sidério Pertutiano nunca na vida praticaram tamanha perversidade. Na verdade guiaram-se pela absurda, mas única saída que criaram: "Exterminar Laponiel Sezano e qualquer trophano que aderiu á sua causa, não importa quem... todos devem ser mortos, somente assim a paz retornará e os pró-Laponiel desparecerão para sempre."


                                                                  MIDRANTE GREGAL E SUAS SUNTUOSAS PONTES